Fibromialgia e Síndrome de Sensibilização Central

A Síndrome de Sensibilização Central é uma patología complexa que implica a participação do sistema imunológico, endócrino e do sistema nervoso central. Quando existe uma alteração da permeabilidade intestinal produz-se uma entrada de alergenios alimentares, os quais podem gerar uma resposta imunológica alterada. Produz-se então uma desgranulação dos mastocitos e basófilos, que libertam mais de 30 substâncias imunoativas, imunomoduladoras e inflamatórias. Uma das substâncias que se libertam é a histamina, a qual se mede nesta análise.

Na Clínica Raquel Gregório fazemos uma abordagem centrada na pessoa, individualizada, baseada na evidência, atuando na causa e com resultados.

Em conjunto com uma Unidade Hospitalar e referência, a Clínica Raquel Gregório criou a Unidade de Síndrome de Sensibilização Central para dar resposta aos pacientes que sofrem com as disfunções englobadas nesta síndrome.

A Síndrome de sensibilização Central (SSC) é uma desregulação do sistema imuno-neuro-endocrino.

Dor muscular
Fadiga e/ou cansaço
Intolerância ao esforço ou mal-estar após esforço de mais de 24 horas
Debilidade muscular
Dor de cabeça
Odinofagia ou dor ao engolir
Dor no tórax ou palpitações
Adenopatias cervicais ou axilares dolorosas
Problemas para pensar, concentra-se ou esquecimentos inespecificos
Dor/cãibras no abdómen
Diarreias
Prisão de ventre
Distinção ou inchaço abdominal
Náuseas/vómitos
Tristeza
Nervosismo/ansiedade
Picores/urticária/pele seca
Perda de cabelo/unhas frágeis
Palma das mãos e dos pés amareladas
Zumbidos ou ruídos nos ouvidos

SSC - Síndrome de Sensibilidade Central

Entumecimento e/ou formigueiro
Olhos/boca secos
Febre/febricula
Temperatura baixa nas extremidades
Sensação de dispneia (falta de ar) ou sibilâncias no peito
Facilidade para aparecer hematomas (nódoas negras)
Alopecia aerata e/ou generalizada

Dor na bexiga e /ou zona pélvica
Micções frequentes e/ou dolorosas
Dismenorreia (dor menstrual)
Insónia ou sono não reparador
Dor mandibular ATM/aperto da mandíbula
Movimentos anómalos das mãos e pés
Necessidade de ajuda nas actividades diárias

Sensibilidade ao sol e à luz
Sensibilidade a ruídos
Sensibilidade a alimentos

Sensibilidade ao álcool
Sensibilidade à exposição a pólens, pó e pelo de animais
Sensibilidade a fármacos e/ou vacinas

Sensibilidade a produtos químicos (lixívia, perfumes)
Sensibilidade a telemóveis, Wi-Fi e antenas

A SSC engloba as seguintes disfunções:

• Fibromialgia
• Dor miofascial
• Síndrome de fadiga crónica
• Cansaço
• Transtornos digestivos
• Síndrome da bexiga irritável
• Síndrome do Intestino Irritável
• Enxaqueca e/ou Cefaleia de tensão
• Síndrome de Pernas Inquietas
• Sensibilidade Química Múltipla
• Disfunção da articulação temporomandibular (ATM)

Não se trata portanto de patologias isoladas mas sim uma mesma disfunção. Uma desregulação neurosensorial que produz alterações neuroendocrinas e do sistema imunológico, desenvolvendo-se um ciclo vicioso que é a origem dos varios sintomas e síndromes que aparecem neste processo.

A cronificação do processo pressupõe um aumento do stress oxidativo e dos radicais livres, provocando a libertação de substâncias proinflamatorias e imunológicas, com consequente disfunção das mitocôndrias. 

DIAGNÓSTICO

O processo inicia-se com uma consulta onde é feita uma avaliação clínica. 

Para avaliar o paciente, são feitas análises imunológicas:

• Análise da Histamina 
• Análise da Sensibilidade alimentar
• Análise da Permeabilidade intestinal

As análises são realizadas por médicos especialistas em imunologia com muitos anos de experiência clínica.

Análise de Medição da Histamina e Sensibilidade Alimentar

É um teste imunológico celular que mede a activação e sensibilização face a antigénios alimentares, pneumoalérgenos e substâncias químicas. 

A análise consiste em incubar o sangue do paciente com diversos antigénios alimentares. Os mastócitos que estejam sensibilizados a determinados alimentos degranulam-se e libertam os seus mediadores, entre os quais a histamina. A histamina libertada mede-se mediante um ensaio colorimétrico.

Esta análise requer o uso de alergénios naturais bem como uma correcta estandarização dos mesmos.  Para analisar os resultados obtidos faz-se uma curva standard com quantidades conhecidas de histamina. 

Também tem de se determinar o conteúdo total de histamina que os mastocitos têm, e a sua libertação basal na ausência de antigénios alimentarios. 

Os resultados expressam-se em função dos valores de libertação basal de histamina.

Análise da Permeabilidade Intestinal 

Serve para avaliar o correto funcionamento da barreira intestinal. 

Se a permeabilidade intestinal está alta, a integridade da mucosa intestinal perde-se, e vice-versa.

Uma correta integridade da mucosa intestinal é fundamental para manter um adequado estado de saúde.

Quando esta integridade se altera, a função da barreira intestinal degrada-se e alguns componentes presentes nos alimentos ou no meio ambiente podem passar para a circulação sanguínea e desencadeiam processos imunitarios e inflamatórios, que estão na base de muitas doenças.

Existem vários métodos não invasivos para medir a permeabilidade intestinal. Um deles é medir a passagem de proteínas alimentares para o sangue através do intestino. Se estas proteínas estão elevadas no sangue significa que a permeabilidade intestinal está aumentada.

Utilizam-se habitualmente duas proteínas: a ovoalbúmina do ovo e a betalactoglobulina láctea. Geralmente, quando estas proteínas passam ao sangue, o nosso corpo produz anticorpos para elas.

Desta forma, o grau de integridade da mucosa intestinal pode-se medir estudando a permeabilidade intestinal, e esta pode-se conhecer determinando a presença no sangue da proteína betalactoglobulina ou de anticorpos gerados face a ela. Para a sua determinação, utiliza-se uma técnica de enzimaimunoensaio, também conhecida como ELISA. Trata-se de um processo rotineiro e simples que permite detectar, em quantidades pequenas de sangue, a presença de anticorpos ou proteínas a concentrações muito baixas.

Avaliação do sistema nervoso com o método SCENAR

Método NEURO-FUNCIONAL que consiste em aplicar uma nova técnica de neuroestimulação cutânea, não agressiva e confortável  que nos dá informação sobre o estado do sistema nervoso central e periférico. É também uma técnica de aceleração dos processos de reequilibro e reparação do próprio organismo que demostrou bons resultados na redução da dor crónica e alívio dos sintomas da fibromialgia (cansaço, fadiga, depresão, alteração do sono, entre outros).

Avaliação da postura com Posturologia Clínica

Sabemos que os pacientes com fibromialgia têm pelo menos 3 captores posturais desregulados. Com a correção dos captores posturais, temos uma melhoria franca dos sintomas.

TRATAMENTO

Fazemos uma abordagem multidisciplinar e com tratamentos pioneiros, conseguindo uma melhoria muito significativa nos sintomas.

O tratamento é individual e especifico para cada utente. 

Consiste em dieta terapêutica, suplementação para estabilização e correção dos sintomas, regulação do sistema nervoso com técnicas de neuroregulação adaptativa controlada, técnicas miofasciais, estimulação elétrica transcraneana, posturologia clínica com regulação de captores (planta do pé, olho, dismetria, oclusão dentaria e cicatrizes), entre outras.

É expectável uma melhoria superior a 85%. O alívio dos sintomas são experienciados nas primeiras sessões de tratamento.

E porque cerca de 70% destes pacientes têm alergias, que contribuem para o desenvolvimento e perpetuação dos sintomas associados à SCC, temos ao seu dispor a consulta das alergias, para adultos e crianças, com o Doutor Oscar Cáceres, médico doutorado em Imunologia e Alergologia. 

Marcação de Consulta

Consulta. Análises. Tratamento